
EXPOSIÇÃO DO SERMÃO DO MONTE: Quarta bem-aventurança (Mt 5:6)
Quando nos deparamos com os comerciais da grande mídia, as propagandas que inundam nosso cotidiano, os apelos que os meios de comunicação nos fazem, … somos induzidos a pensar que prazeres, títulos, dinheiro, honra, fama e posição social nos farão felizes. Foi assim que eu vivi antes de minha conversão. Jesus nos apresenta um caminho completamente diferente para a felicidade. Que caminho seria este?
“Bem-aventurados os que tem fome e sede de justiça porque eles serão fartos” (Mt 5:6). O que Jesus está dizendo aqui? Feliz é aquele que tem um tremendo desejo (representado aqui por “fome e sede”) de ser santo. Se você não deseja ser santo, ou seja, se você não odeia o pecado, você não é um verdadeiro cristão. Voce pode até ser um Católico, Protestante, Assembleiano, Batista, membro ou não de qualquer igreja (inclusive da minha), mas se voce não odeia o pecado, você não é, de fato, um cristão autêntico. Jesus detestava o pecado, conforme lemos em Hb 1:9a, e todo crente verdadeiro tem a mesma aversão ao mal. A esmagadora maioria das pessoas busca prazer, títulos, dinheiro, honra, fama e posição social. Embora algumas destas coisas tenham seu devido lugar, o fato é que prazer, dinheiro, honra, fama e posição não trazem felicidade verdadeira. Nós já vimos isto na segunda bem-aventurança (quarto episódio). O que realmente nos realiza é nos tornarmos justos ou santos interiormente. Por qual razão? Porque nós fomos criados a imagem de um Deus santo e somente nos satisfazemos quando cumprimos o propósito para o qual fomos criados: para sermos santos. Daí o Pai nos comandar: “sede santos, porque eu sou santo” (1Pd 1:16). Todo bom pai quer que o seu filho seja como ele. Assim também o nosso Pai celestial deseja que sejamos como Ele é.
Jesus disse que se nós não nos tornássemos justos interiormente não poderíamos fazer parte de seu reino. Lemos em Mt 5:20, “… se a justiça de vocês não for superior à dos fariseus e mestres da lei, de modo nenhum entrarão no Reino dos céus”. Cristo explica que a justiça que interessa a Deus é interna. Vários exemplos aparecem no restante do sermão do monte: Não adianta simplesmente não matar, eu tenho que não me irar em meu coração contra quem quer que seja (5:21-26). Não é suficiente evitar adultério, eu preciso ter olhos puros e um coração não lascivo (5:27-30). Não há necessidade de juras, minha palavra deve ser o bastante; ou seja, meu “sim” e meu “não” devem ser suficientes para estabelecer a verdade (5:33-37). É impossível atingir esta justiça interior sem a ajuda do Espírito Santo. Porém, ele só ajuda aqueles que tem “fome e sede” de serem autênticos, de serem verdadeiros interiormente. Por sinal, esta autenticidade interior, esta verdade no coração, esta pureza interna, é a única maneira de honrar e agradar a Deus. A pessoa que tem fome e sede de justiça temerá, acima de tudo desagradar a Deus. Eu ouvi acerca de um homem que estava perdendo a sua amada esposa para um câncer terminal. Quando alguém lhe perguntou qual era o seu maior temor, … a morte de sua querida companheira, ou ter que criar seus quatro filhos sem o auxílio de sua esposa? Ele disse que seu maior temor era desonrar a Deus. Ao ouvir as palavras deste cristão eu tive certeza que tal homem tem “fome e sede de justiça”, tem profundo desejo por santidade. Vale repetir: nenhum de nós atingirá este padrão de justiça no coração se não receber o auxílio do próprio Deus. O que deve nos encorajar é a promessa que aquele que tem profundo desejo por uma vida coerente entre o homem exterior e o homem interior será farto. Feliz o homem que desesperadamente anseia por ser santo porque ele será santificado. Oremos ao Pai que desperte este profundo desejo por pureza e santidade em nossos corações, pois só assim seremos realmente felizes. Em nome de Jesus, amem.
Dr. David Bowman Riker, Pastor-Presidente, PIB-PA.


